Gentios e Judeus, de ambos os povos, Deus fez a igreja - Série #777
- Cláudio Santos
- 4 de jun. de 2023
- 6 min de leitura
Atualizado: 23 de abr. de 2024
Gentios e Judeus, a separação - Séria #777
Primeiramente vieram os gentios, depois vieram os judeus. A igreja surgiu a partir dos judeus como foi profetizado.
Gentios, essa palavra vem etimologicamente de uma palavra hebraica Ghoyn, que significa "gente". Daí, surgem as suas derivações "gentios" e "gentileza".
O povo judeu foi especialmente retirado dos gentios por Deus para uma missão dirigida aos próprios gentios de volta. Uma palavra profética sobre as práticas gentias distantes e rebeldes contra o seu Criador.
Não que os filhos de Israel, os filhos da fé abraâmica, deixassem de ser gente, porém, eles foram retirados física e espiritualmente por Deus do meio de um povo sem fé para darem continuidade a adoração a Deus na terra, como remanescentes de uma linhagem divinamente invocativa, carregassem a Arca da Aliança, o nome de Deus na terra, o Criador de todos, que é esquecido dos gentios pagãos e hostilizado por eles até os dias de hoje. É importante deixar bem claro aqui também, que ter um DNA abraâmico não é mais importante do que carregar no espírito o DNA divino. O nosso Pai é Deus, O Criador. A Igreja, a união entre os povos
A igreja nasceu com os judeus, no século I, de nossa Era Cristã, foi sequestrada pelos romanos no século III, de nossa Era Cristã porque de acordo com Flávio Josefo (37 d.C. - 100 d.C), em sua obra "A Guerra dos Judeus" (75 a.C), quando eclodiu a revolta Judaica em 66 d.C., a primeira ação dos sacerdotes foi abolir o culto 36 ao Imperador Nero, o que significou um ultraje ao Império Romano, afinal, no ano 63 d.C., os judeus haviam criado um sacrifício em honra também ao Imperador em seus ritos no Templo, um rito pagão para se sustentarem em suas terras, mas conquistadas por aquele império. Isso, porém, revoltava a nação judaica e à recente comunidade cristã européia do século I, em cativeiro romano, dando causa a um grande conflito com os romanos, em 66 d.C. Por outro lado, honrar ao imperador romano era algo que importava ao campo político imperialista, segundo a cultura romana. Além dos impostos, a fé judaico-cristã era um outro problemão entre eles.
Em seguida, a igreja foi retirada do controle religioso romano e logo reformada pelos protestantes cristãos do século XVI, com Lutero. Ele agiu com muitos acertos em relação à fé cristã, porém, Lutero foi infeliz em suas ações antissemitas (repúdio a fé judaica). Todavia, temos que considerar que cada homem é fruto da cultura de seu tempo.
Em minhas andanças missionárias pelo Brasil eu tenho a oportunidade de observar em alguns templos cristãos, a ênfase exagerada que os evangélicos dão equivocadamente à arca judaica da aliança. Porém, nem mais para os judeus, muito menos para os cristãos, esse símbolo é necessário para o nosso tempo recente, uma vez que Cristo e a igreja são a representação viva de Deus na terra agora. Judeus e gentios se uniram e formaram a igreja. Mas, a igreja foi iniciada pelos judeus.
A igreja primitiva, a comunidade de João Batista
Sinceramente, eu nem me arrisco em particularmente considerar que a primeira congregação cristã foi a igreja formada por João Batista, pois os seus discípulos já se diferenciavam dos demais judeus em seus atos ritualísticos, não por se sentirem melhores, mas por causa das profecias de Isaías e Zacarias sobre a igreja de João Batista. Essa igreja já incomodava fortemente o sinédrio judaico, o qual era formado por escribas, saduceus e fariseus ortodoxos.
A comunidade cristã se reunia às margens do Rio Jordão, e o profeta, ali mesmo, batizava os novos seguidores de um Cristo que eles viriam a conhecer com os seus próprios olhos ali mesmo naquela região. Naquela comunidade Já não era mais praticado o mesmo batismo judaico. João Batista era antissemita por causa disso? Lógico que não. Ele era apenas profético.
Os judeus também praticavam o batismo, porém, a prática era ritualisticamente rigorosa e pertencia apenas à linhagem sacerdotal, pois o banho em águas puras da chuva ou da rocha, em piscinas de pedras puras, era um rito de purificação para aqueles que iriam participar dos serviços sacerdotais, sobretudo no altar, perto de onde ficava a arca da aliança. Templo, holocaustos no altar, rituais judaico, isso já não mais interessava aos cristãos (judeus covertidos + gentios). Eles sabiam que era chegado um novo tempo da era profetizada.
O Oráculo de Deus Apesar de não ser mais necessário, o antigo símbolo, a arca da aliança, não pode ser esquecido, pois a sua história é de suma importância para o judaísmo e também para o cristianismo, afinal os dois acontecimentos se completam na construção espiritual da igreja. Porém, a arca da aliança para o tempo profético de hoje, tornou-se obsoleta, disfuncional, desabilitada, primeiramente, porque ela foi uma representação da Presença e da Santidade do Altíssimo para o povo judeu ser abençoado e também para abençoar os povos e nações antes de Cristo chegar aqui.
Esse símbolo representou o oráculo de Deus e andou com os hebreus (hoje judeus) por séculos em suas peregrinações pelo deserto no tabernáculo. Quando havia templo, ficava num lugar sagrado do templo judaico. Esse lugar era separado e, apenas um representante sacerdotal do povo podia chegar perto da arca, ninguém mais. Era um objeto considerado santíssimo, elevadamente puro. Havia um véu que separava esse lugar santo dos demais ambientes do tabernáculo ou do templo. As pessoas comuns, ou seja, não divinamente designadas por Deus, não podiam se aproximar desse espaço sagrado. Era inacessível aos povos, inclusive ao povo judeu de outras tribos de Israel que não fosse de linhagem sacerdotal.
A mudança profética
Mas, aí, lógico, veio um novo Ciclo Profético, ou seja estava previsto que Jesus, sem templo e sem arca viria para salvar e curar os povos COM A SUA VIDA! ENTÃO, O VÉU QUE SEPARAVA TODOS DA SANTIDADE DE DEUS FOI RASGADO AO MEIO POR JESUS! A Arca e o Templo e os serviços sacerdotais e levíticos acabaram PROFETICAMENTE ALI (Lc. 4:14). As velhas práticas não são mais necessárias. AQUI, SE FAZ NECESSÁRIO LEVANTAR UMA QUESTÃO MUITO ÓBVIA: ENTÃO, SE NÃO É MAIS NECESSÁRIO PRATICAR COISAS VELHAS, POR QUE, VOCÊ EVANGÉLICO INSISTE NAS PRÁTICAS QUE NÃO VALEM MAIS NADA? Agora é você quem representa a arca, você é uma arca viva de Deus! Ninguém mais representa você perante Deus. VOCÊ TEM O ACESSO LIVRE A ELE AGORA! Não é necessário autoridade espiritual humana alguma para INTERMEDIAR o seu acesso ao Trono. Isso acabou na Cruz. Agora, você é livre! Acredite, o evangelho diz que você é livre para conversar com Deus diretamente! Ele templou em vc! Vc é o Tabernáculo Dele agora! Ele está dentro de vc! Ele mora em vc!
E aqui, cabe outra reflexão, você é livre ou ainda é escravo da lei. Você conversa diretamente com Deus ou você precisa eternamente de um intermediário para fazer essa oração por você, mesmo sabendo que Ele reside em vc?
Os judeus carregavam a Arca da Aliança, proclamando o Nome de Deus e nada mais além disso. E você, como igreja, carrega consigo no coração o nome de quem, de Jesus, de Maria ou de seu bispo? Segundo o Evangelho, quem dentre estes tem a real autoridade espiritual para você? Na Era da Graça de Cristo, tanto os judeus quanto os cristãos carregam o Nome de Deus na terra! Cada qual com a sua teimosia. Os judeus com a sua teimosia e os cristãos com a teimosia inversa, ou seja, uns rejeitando a Nova Aliança e não querendo fazer parte da Família de Cristo, enquanto que outros, estão na Família de Cristo, mas insistem em judaizar a igreja, e querem voltar para a Era da Lei Antiga.
Está consumado
Mas, ainda bem que tem o Apóstolo Paulo para ensinar as coisas certinhas. No livro de Romanos, Paulo diz que Jesus fez um único povo de dois povos, judeus e gentios. Cada qual com a sua profecia. Algumas coisas foram determinadas apenas para a nação de Israel, outras foram determinadas apenas para a igreja. Está tudo bem explicado nos evangelhos. Algumas profecias foram consumadas e parte ainda irá se concretizar apenas para Israel e outras profecias foram consumadas e parte delas ainda ocorrerá apenas para a igreja e outras apenas para as nações gentias hostis.
Lembram de Jonas e de Nínive? Deus mandou Jonas apresentar a misericórdia e a salvação Dele a um povo gentio. Portando, a igreja veio depois dos profetas. Porém, nem o profeta, nem a igreja decidem os ciclos proféticos porque isso foi determinado por Deus em suas Alianças com Israel e com a igreja, assim na terra como no céu. Quanto às demais nações gentias, bom, a estas também está tudo profeticamente determinado pelo Criador.
Até a próxima.




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