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A íntima compaixão

Atualizado: 29 de dez. de 2025

Esse artigo tem uma conexão direta com uma parábola muito conhecida entre judeus e cristãos: a parábola do Bom Samaritano, mas aqui iremos abordar situações de um bom samaritano ao reverso, que foi o caso representado pela sociedade judaica em parte na figura de um sacerdote e de um levita, que deveriam ter agido como o samaritano, porém, fizeram o cotrário.


Antes, porém, veremos como foi essa parábola, contada pela voz do próprio Yeshua:


"²⁵ E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

²⁶ E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?

²⁷ E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.

²⁸ E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.

²⁹ Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

³⁰ E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

³¹ E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

³² E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.

³³ Mas certo samaritano, viajando, veio até ele e, vendo-o, foi movido de íntima compaixão;

³⁴ E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;

³⁵ E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.

³⁶ Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

³⁷ E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira. (Lucas 10:25-37).


O homem meio morto na estrada


Esse homem estava numa estrada, e havia sido violentado, saqueado e largado à sorte. Algumas pessoas poderiam vê-lo, inclusive foi citado que dois conhecedores da Bíblia, um sacerdote e um levita, mas que deram de ombros e passaram direto.

Quantas vezes já passamos por situações em que nos sentimos meio mortos, e sem forças nenhuma para reagirmos fisicamente e mentalmente, apenas esperando a ajuda de alguma alma generosa e movida de intensa compaixão por nós, pobres e necessitados para nos socorrer como houve na história contada por Jesus? Pois é, isso tem sido coisa rara em nossos dias, apesar da clareza do evangelho. Mas, o que ofusca a clareza do evangelho na vida dos cristãos? O que será que um homem meio morto física ou emocionalmente esperaria de um cristão, um abandono ou uma ajuda voluntária, mesmo não sendo um membro da mesma igreja?


³⁰ E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

³¹ E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

³² E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.

³³ Mas certo samaritano, viajando, veio até ele e, vendo-o, foi movido de íntima compaixão;

³⁴ E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; (Lucas 10:25-37).


Reflexão: Você ora com gratidão pelo socorro recebido diariamente ou você murmura dia e noite?


O sacerdote e o levita


Eles viram o homem vitimado, mas deram de ombros, ou seja, omitiram socorro e desprezaram aquele pobre ser humano impotente e indefeso, somente porque não era da mesma comunidade religiosa deles. Estes cometeram um pecadinho, um pecado ou um pecadão?


¹⁷ Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado. (Tiago 4:17).


Será que mesmo como conhecedores do evangelho e como cristãos teríamos a coragem de fazer o mesmo que os religiosos fizeram?

Quantas vezes passamos por pessoas violentadas, enfermas e feridas, e sequer olhamos para elas somente porque estas não fazem parte de nossa igreja?


Certa vez eu testemunhei uma situação em que um irmão em Cristo, que vivia sozinho num lugar distante e que ficou adoecido, e não podia se mover para fazer as coisas do dia-a-dia, e comia e bebia do que havia em sua dispensa não sabia lá até quando. Hoje, com as redes sociais, fica muito fácil de se comunicar, e alguns irmãos de um igreja das redondezas, já conhecidos de outros tempos e de outra igreja, o visitaram. E que bênção receber aquela visita numa hora de enfermidades e dores! Essa história é real.


Parecia ser mesmo uma visita que estava intimamente ligada à parábola do bom samaritano, mas no fundo, quando os visitantes souberam que o irmão enfermo quando se recuperasse, não iria se tornar membro da igreja deles, imediatamente interromperam as visitas e o abandonaram, sem lhe dar muitas explicações. O que de fato estaria motivando a aproximação daqueles irmãos? qual seria o principal, íntimo e verdadeiro interesse do grupo religioso, cuidar de um homem enfermo ou ampliar a sua membresia? O fez Jesus, no evangelho estava sendo replicado neste momento?

O que move o coração da igreja de nossos dias, seria diferente das ações egoístas e religiosas do sacerdote e do levita desta parábola? Estaríamos cumprindo o evangelho movidos por íntima compaixão ou simplesmente cumprindo um projeto humano de uma sociedade religiosa, movidos por egos e interesses próprios? Será que a igreja de hoje não está agindo como um bom samaritano ao reverso?


Reflexão para hoje: Você só se move de compaixão se isso for para realizar isoladamente, religiosamente e sistematicamente um programa da sua denominação para conseguir um destaque religioso nos eventos particulares de sua igreja ou você se move com boas ações em qualquer dia, hora ou lugar por causa do evangelho e por amor a Deus e ao próximo?


O bom samaritano


Os samaritanos eram considerados pelos judeus como um povo de segunda classe ou categoria, um povo desprezado e hostilizado com grande preconceito relacional e espiritual. Eram a escória da sociedade da fé, mas, foi exatamente desse povo que surgiu um homem generoso, que resolveu parar por alguns instantes no meio de uma estrada para fazer aquilo que realmente era de relevante na vida em sociedade, a íntima compaixão, a empatia, o amor ao próximo, e não por acaso, Jesus fez questão de citar que o homem era um samaritano.


A aproximação


³³ Mas certo samaritano, viajando, veio até ele e, vendo-o, foi movido de íntima compaixão;

³⁴ E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;


Esse homem foi determinante na recuperação da saúde da vítima que estava agonizando na estrada. Enquanto os religiosos resolveram se afastar de um ser humano em estado de extrema necessidade de socorro, o samaritano resolveu se aproximar de alguém que não era da mesma igreja dele, e que também nem o conhecia. Esse gesto generoso já respondia suficientemente a pergunta do doutor da lei a Jesus: "Quem é o meu próximo? E a resposta é a seguinte: o próximo é o seu semelhante, sobretudo o mais vulnerável e necessitado, ainda que ele não seja membro da sua igreja. E isso faz a diferença absoluta em relação à doutrina sectarista que a igreja pratica nos dias de hoje, o desenvangelho, ou o evangelho reverso.


O evangelho reverso.


O conceito de sectarismo é isolacionismo ou desprezo pelo semelhante por não pertencer ao mesmo grupo e, isso significa uma versão contraditória do evangelho. No evangelho bíblico foi ensinado sobre a unidade, mas no evangelho reverso está sendo ensinado a rivalidade religiosa cristã. No evangelho bíblico o ensino é a íntima compaixão. Enquanto no evangelho reverso a pregação é de afastamento, isolamento e desaproximação. As igrejas estão sendo desevangelizadas à cada dia!

Isso acontece mesmo no mundo evangélico? Sim, infelizmente é o que mais tem acontecido nas igrejas evangélicas de nosso tempo. Em nome das vaidades, estas resolveram ser adversárias teológicas e não se dão com os samaritanos ou até mesmo com irmãos cristãos de igrejas vizinhas, numa atitude arrogante, que nem a alma sente mais a falta de amor. Em vez disso, existe o isolamento religioso, semelhantemente a uma seita, aonde a doutrinação mais comum é jamais se relacionar com um semelhante que não seja da seita denominacional, um evangelho que nunca existiu no evangelho.


Reflexão: Você, como cristão, tem agido como um dos religiosos daqueles representados pela sociedade religiosa judaica em parte da época, um sacerdote, um levita ou como um improvável bom samaritano desta parábola? Você só se relaciona com quem é da sua igreja e despreza, censura e cancela maliciosamente os irmãos de outras igrejas? Já parou pra pensar por quê isso pode estar acontecendo normalmente nos dias de hoje?


"³¹ Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós,

³² Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo."

Efésios 4:31,32


O cuidado com o semelhante vulnerável


Alguns podem ler isso aqui não para aprender o evangelho ou para refletir sobre a mensagem que carrega esse artigo, mas para criticá-lo apenas, mas o cuidado que o homem samaritano empregou nessa parábola, vai muito além de um assistencialismo sistemático ou uma ação pecuniária, o que significaria receber algo em troca como exibição partidária política ou religiosa, porém, é um cuidado do ministério de socorro que um cristão já aprende desde nascer e pode ir aprimorando no decorrer da vida.


³⁵ E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.

³⁶ Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

³⁷ E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira. (Lucas 10:25-37).


Além de haver cuidado do homem na estrada, o samaritano não agiu apenas de forma trivial, ou seja, de forma superficial, mais agiu com amor, cuidando do necessitado desde o momento dos primeiros socorros, acompanhando a recuperação do seu semelhante até o fim do seu tratamento, mesmo com a ajuda de um outro personagem, o hospedeiro, que também agiu com hospitalidade e cuidado com o próximo, agindo como cuidadores, semelhantes a pastores que cuidam de ovelhas em situação de vulnerabilidade, se encontradas num abismo, ainda que não seja especificamente de seu rebanho.


Reflexão: Pastor, ao se ver numa situação idêntica ao homem samaritano, você ignoraria a ovelha quase morta na estrada por não ser de sua igreja ou agiria de íntima compaixão com o seu semelhante?


¹³ Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; (Romanos 12:13).


Por último, o samaritano pagou a conta para alguém que não havia como pagá-la, pois havia sido cruelmente saqueado e estava doente à beira da morte, até que aquele que veio para socorrê-lo em sua dor e sofrimento, surgiu em seu caminho e se aproximou dele para abençoá-lo, preservando-lhe a vida! Ele não somente socorreu, cuidou, mas também pagou a dívida do homem enfermo, riscando a cédula da conta daquela hospedaria em favor de uma alma carente.


É óbvio que Jesus estava falando dele mesmo de uma forma inteligente para todos, na forma mais simples de se ensinar, ou seja, em parábolas.

Você lembra do doutor da lei, aquele que provocou a Jesus com uma pergunta bem no início do texto? Pois é, ele reconheceu que o homem samaritano foi bom e generoso com um semelhante que não conhecia.

A lição dada aqui, é a de agir como agiu o bom samaritano, com íntima compaixão, zelo e amor. Jesus disse ao doutor da lei que fizesse o mesmo como um modo de vida na terra para herdar a vida na eternidade.


Reflexão: Quando você se vê em situação igual a essa contada nesta parábola, você se pergunta se agiria com íntima compaixão ou com soberba religiosa? Você se sentiria como um fariseu ou como um discípulo de Jesus?


Até uma próxima!

 
 
 

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